Diego Souza, técnico do Joinville, foi suspenso por 360 dias e condenado a pagar multa de R$ 20 mil pelo uso de uma licença profissional de treinador considerada falsa. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3), pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), em votação unânime de três votos a zero.
Com o período de suspensão preventiva considerado no cumprimento da pena, o treinador ainda terá 340 dias de afastamento da função. O pagamento da multa deverá ser realizado em até 15 dias.
A defesa de Diego Souza pretende recorrer ao Pleno do TJD-SC. Caso a condenação seja mantida, o caso também poderá ser levado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O que disse Diego Souza
Durante o julgamento, o treinador explicou que recebeu a proposta para obter a licença em 2023, quando ainda atuava como jogador profissional. O contato foi feito pelo ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, que ofereceu um procedimento especial para a emissão dos documentos.
Diego afirmou que não desconfiou da autenticidade dos certificados recebidos. Ele também reconheceu que não frequentou aulas ou realizou atividades de formação para conseguir o registro profissional.
Em seu depoimento, o treinador disse que procurou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assim que percebeu que poderia ter sido vítima de uma fraude. “Me sinto até envergonhado por essa situação toda”, declarou.
Entenda a investigação
O caso envolve uma investigação sobre a comercialização de licenças de treinador atribuídas à Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA). Alejandro Mancuso é apontado como responsável por oferecer os documentos a ex-jogadores brasileiros.
Segundo as informações apresentadas na denúncia, a ATFA comunicou à CBF que não encontrou registro acadêmico de Diego Souza no curso indicado no certificado, emitido em dezembro de 2023. A entidade argentina também identificou divergências entre a data do documento e a assinatura do secretário-geral.
A Conmebol também informou que não encontrou registro de licença em nome do treinador. Em outubro, a CBF cancelou o registro profissional de Diego Souza no Boletim Informativo Diário (BID), antes do julgamento realizado pela Justiça Desportiva catarinense.













