Protesto por moradia pressiona autoridades durante transmissão de cargo na Expoville em Joinville

Moradores de diferentes regiões de Joinville realizam neste momento uma manifestação em frente à Expoville, cobrando soluções urgentes para a crise habitacional e denunciando demolições em áreas ocupadas da cidade. O protesto acontece simultaneamente à solenidade de transmissão de cargo do ex-prefeito Adriano Silva para a nova prefeita Rejane Gambin, aumentando a visibilidade do ato. Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes pedem agilidade na regularização fundiária e mais investimentos em moradia. Entre as principais reivindicações estão a aceleração do processo de REURB, criação de programas habitacionais e a revogação de um decreto municipal que, segundo eles, tem permitido ações de demolição. Durante o ato, moradores relatam a rotina difícil de quem trabalha o dia inteiro e ainda enfrenta o medo de perder a própria casa. Uma das falas destacou que muitas famílias saem de casa ainda de madrugada, voltam à noite e convivem com a incerteza sobre o futuro, classificando a situação como uma forma de humilhação. Segundo representantes do movimento, a mobilização surgiu da própria comunidade e reúne moradores de bairros como Jardim Iririú, Paranaguamirim e outras regiões da cidade. A adesão cresceu após o aumento das demolições registradas desde o ano passado. Um dos manifestantes afirmou que muitas famílias vivem há mais de dez ou até trinta anos nos locais e que não se tratam de novas ocupações, mas de comunidades já consolidadas. Ele também disse que houve reuniões com o poder público em que teria sido indicada a suspensão das demolições, algo que, segundo o grupo, não vem sendo cumprido. A manifestação ocorre enquanto autoridades participam do evento oficial dentro da Expoville, criando um contraste entre a agenda institucional e a cobrança popular do lado de fora. Os moradores afirmam que novas mobilizações podem acontecer caso não haja avanço nas negociações.

Médica que colocou Joinville no mapa da oftalmologia mundial recebe maior honraria da cidade

A médica oftalmologista Cleusa Coral-Ghanem foi homenageada pela Prefeitura de Joinville com a Medalha do Mérito Princesa Dona Francisca, a principal honraria concedida pelo município. A entrega ocorreu na noite desta terça-feira (31), na Sociedade Harmonia Lyra, como parte das celebrações pelos 175 anos da cidade. Reconhecida internacionalmente na área da oftalmologia, Cleusa Coral-Ghanem foi destacada por sua contribuição à saúde e pelo papel na consolidação de Joinville como referência mundial no setor. A cerimônia reuniu autoridades, familiares, amigos e representantes da comunidade. A entrega foi conduzida pelo prefeito Adriano Silva e pela vice-prefeita Rejane Gambin, que também assinaram o livro oficial que registra a concessão da honraria. Durante a solenidade, depoimentos em vídeo e homenagens presenciais ressaltaram a trajetória da médica, marcada pela atuação técnica, dedicação à comunidade e protagonismo na produção científica. Entre os destaques, estiveram relatos de colegas, pacientes e familiares, além de uma apresentação musical em tributo à homenageada. Cofundadora do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Cleusa construiu uma carreira que ultrapassa fronteiras, com atuação em entidades internacionais e participação ativa na formação de profissionais da área. Sua produção inclui livros, cursos e presença em congressos, reforçando o papel de Joinville como polo de conhecimento científico. Além da atuação clínica e acadêmica, a médica também se destacou por iniciativas sociais, especialmente em campanhas de prevenção à cegueira e projetos voltados à saúde ocular da população. Instituída por lei municipal, a Medalha do Mérito Princesa Dona Francisca reconhece pessoas e instituições que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento e a projeção de Joinville. Com a homenagem deste ano, mais de 30 personalidades já foram agraciadas ao longo da história.

CEO da Tupy renuncia em meio à crise com questionamentos sobre interferência política

A renúncia de Rafael Lucchesi ao cargo de CEO da Tupy, anunciada no fim da tarde de sexta-feira, intensificou o cenário de instabilidade na multinacional catarinense e reacendeu questionamentos sobre a governança da companhia. A saída ocorre pouco mais de um ano após sua nomeação, movimento considerado incomum para empresas desse porte e que amplia a percepção de turbulência interna. A indicação de Lucchesi, feita em 2025 com apoio de acionistas relevantes como BNDESPar e Previ, já havia gerado desconfiança no mercado, principalmente pela ausência de experiência direta na gestão de grandes companhias industriais. O contexto recente da empresa também contribui para o aumento das tensões. Em 2025, a Tupy registrou prejuízo líquido de R$ 655 milhões, impactado por um cenário macroeconômico desafiador e pela queda na demanda do setor automotivo, além de pressões externas como tarifas comerciais. Parte do resultado também está associada a investimentos de mais de R$ 500 milhões voltados à eficiência operacional, com expectativa de retorno a partir de 2026. A troca de comando também reabre discussões antigas envolvendo possíveis interferências na gestão e decisões estratégicas da companhia. Nos últimos anos, indicações políticas para o conselho de administração e mudanças na liderança executiva já haviam provocado reação de acionistas minoritários. Com a saída de Lucchesi, o conselho de administração inicia o processo de sucessão. Até a definição de um novo nome, Gueitiro Matsuo assumirá a posição de CEO interinamente.

Hospital São José custa R$ 412 milhões e pressiona contas de Joinville

O Hospital Municipal São José registrou um custo de R$ 412 milhões ao longo de 2025, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte do balanço apresentado pela Secretaria de Saúde de Joinville na Câmara de Vereadores. O hospital, principal unidade de alta complexidade da cidade, tem sido o centro de uma discussão histórica sobre a sua estadualização. A prefeitura defende a mudança com o argumento de que o São José atende não apenas moradores de Joinville, mas toda a região, assumindo um papel que extrapola a responsabilidade municipal. Atualmente, cerca de 75% dos custos da unidade são arcados pela prefeitura. Os repasses do SUS, baseados na produção de atendimentos, aparecem como a segunda principal fonte de recursos, seguidos pelas transferências do governo estadual. Com aproximadamente 1,8 mil funcionários, a folha de pagamento representa a maior fatia das despesas do hospital. No total, a área da saúde, incluindo o São José e outros serviços, consumiu 34% de toda a receita do município. A discussão sobre a estadualização não é recente. O tema vem sendo debatido há pelo menos três décadas em Joinville e ganhou novo impulso recente com a criação de um grupo de trabalho envolvendo representantes do governo estadual e da prefeitura. O prefeito Adriano Silva, que pretende deixar o cargo para disputar as eleições como candidato a vice-governador, avalia que a transição para a gestão estadual pode avançar de forma gradual nos próximos anos. Antes disso, uma alternativa considerada pela gestão foi a transferência da administração do hospital para uma organização social, modelo visto como mais eficiente em algumas cidades. Estudos chegaram a ser iniciados em 2022 e houve movimentações para qualificação de entidades interessadas em 2024, mas o processo não avançou até o momento. Diante dos números e da complexidade da operação, o futuro do Hospital São José segue como um dos principais debates estruturais da saúde pública em Joinville.

Perini Business Park completa 25 anos e reúne empresas que faturam R$ 12 bilhões

O Perini Business Park completa 25 anos consolidado como um dos principais motores econômicos de Joinville e referência nacional em modelo multissetorial. Fundado em 2001 pelo empresário italiano Fábio Perini, o empreendimento evoluiu de um projeto inicial voltado à locação industrial para um dos maiores parques empresariais da América do Sul. Atualmente, o Perini reúne mais de 300 empresas que somam faturamento anual de aproximadamente R$ 12 bilhões. O volume representa mais de 20% do PIB de Joinville e cerca de 2% do PIB de Santa Catarina. Em termos comparativos, o parque teria desempenho equivalente ao de uma das maiores economias municipais do estado. O modelo adotado pelo parque se baseia na integração entre empresas de diferentes setores, estimulando negócios dentro do próprio ecossistema. Segundo levantamento recente, cerca de 81% das empresas instaladas mantêm relações comerciais entre si, reforçando a proposta original de criação de uma cadeia produtiva conectada em um único endereço. Ao longo de sua trajetória, o parque atraiu multinacionais e grandes indústrias, além de empresas de tecnologia e inovação. Entre os nomes que já passaram ou permanecem no local estão companhias globais e iniciativas como o Ágora Tech Park e estruturas ligadas à Universidade Federal de Santa Catarina. Com uma área total de 2,8 milhões de metros quadrados e mais de 370 mil metros quadrados construídos, o empreendimento ainda possui espaço para expansão. O projeto combina infraestrutura empresarial, serviços e ambiente corporativo que o posicionam como um dos principais polos de negócios do Sul do Brasil. A celebração dos 25 anos será realizada em evento para convidados no próprio parque, reunindo lideranças empresariais e representantes do ecossistema econômico da região. O marco reforça o papel do Perini Business Park como peça central no desenvolvimento industrial e na atração de investimentos para Joinville.

Prefeitura avalia conceder Zoobotânico e outros parques à iniciativa privada em Joinville

A Prefeitura de Joinville lançou, nesta sexta-feira (27), um edital de chamamento público para receber propostas de modelagem voltadas à concessão de parques municipais. A iniciativa busca atrair estudos técnicos que auxiliem na estruturação de parcerias com a iniciativa privada para gestão e desenvolvimento desses espaços. O procedimento, por meio de um Processo de Manifestação de Interesse (PMI), prevê a elaboração de estudos nas áreas de engenharia e arquitetura, análise econômico-financeira e modelagem jurídico-institucional. A proposta é viabilizar concessões que contemplem serviços como conservação, operação, manutenção, modernização e incentivo ao turismo sustentável. O edital abrange o Parque Zoobotânico e Morro da Boa Vista, o Parque Municipal Morro do Finder e a Praça Tancredo Neves, o Parque Natural Municipal da Caieira e o Parque 25 de Julho. No caso do Morro da Boa Vista, que é classificado como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), a proposta se limita aos equipamentos públicos já existentes na área. De acordo com o município, os estudos devem apresentar soluções viáveis do ponto de vista financeiro e alinhadas ao interesse público. Entre os modelos possíveis estão aportes de recursos, contrapartidas públicas e outras formas de financiamento. O edital também estabelece que não será permitida a cobrança de ingresso para acesso às áreas comuns dos parques. Podem participar pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, individualmente ou em consórcio, desde que atendam aos critérios definidos no edital. Os interessados têm até o dia 27 de abril para enviar a documentação exigida. Após a análise dos pedidos, a Prefeitura divulgará os autorizados a desenvolver os estudos, que terão prazo de 120 dias para apresentar os projetos. Caso as propostas sejam aproveitadas, total ou parcialmente, os custos poderão ser ressarcidos pelo futuro vencedor da licitação, conforme o nível de utilização dos estudos.

Beneficiário perde casa de programa habitacional por não se mudar no prazo; nova família assume em Joinville

Pouco mais de três meses após a entrega do Conjunto Habitacional Cubatão II, em dezembro de 2025, uma nova família passou a ocupar uma das unidades do empreendimento em Joinville. A mudança ocorre após a rescisão do contrato de um dos beneficiários, identificada por meio do acompanhamento realizado pela Secretaria de Habitação. As 153 famílias contempladas no projeto assinaram contratos que estabelecem regras claras para a utilização dos imóveis. Entre as exigências estão a ocupação da residência em até 30 dias após a entrega, além da proibição de aluguel, empréstimo, doação ou venda sem autorização. Neste caso específico, a família inicialmente selecionada não realizou a mudança dentro do prazo previsto, o que motivou a quebra do contrato. Com a rescisão, o município convocou um novo beneficiário por meio do Cadastro Habitacional, que já assumiu a unidade e realizou a mudança no último sábado (21). A nova família foi selecionada a partir do banco de inscritos nos programas habitacionais da Prefeitura, que reúne candidatos interessados em acessar moradia por meio de políticas públicas do município. A Secretaria de Habitação informa que o monitoramento das unidades é contínuo e tem como objetivo garantir o cumprimento das regras e a destinação correta dos imóveis. Além deste caso, outras situações estão sob análise no conjunto habitacional. Até o momento, sete notificações foram emitidas para apurar possíveis irregularidades. Os beneficiários têm direito à apresentação de defesa, e, caso sejam confirmadas infrações contratuais, pode haver rescisão administrativa e encaminhamento para reintegração de posse. Em três situações, os processos já foram encaminhados à Procuradoria-Geral do Município para medidas judiciais. Ainda assim, cabe recurso por parte dos envolvidos. A atuação busca assegurar que os imóveis atendam, de fato, famílias que necessitam de moradia, preservando a finalidade social do programa habitacional.

Príncipes do Samba celebra 40 anos com festa que exalta a tradição do carnaval em Joinville

A escola de samba Príncipes do Samba, a mais antiga em atividade em Joinville, comemora seus 40 anos com um evento especial no próximo dia 26 de abril, na Sociedade Kênia Clube. A celebração reúne música, apresentações e homenagens em um tributo à trajetória da agremiação e à força do carnaval na cidade. Fundada em 1986, a escola carrega uma história marcada pela resistência cultural e pelo protagonismo no cenário carnavalesco local. Ao longo de quatro décadas, consolidou-se como uma das principais representantes do samba em Joinville, acumulando títulos e fortalecendo a identidade cultural ligada às raízes afro-brasileiras. A programação do evento inclui apresentações musicais e a participação completa da escola, com bateria, passistas, baianas e casais de mestre-sala e porta-bandeira. Entre os destaques está a presença do intérprete Pitty Menezes, nome conhecido no carnaval nacional, além de atrações locais que reforçam o caráter festivo e comunitário da celebração. A comemoração também integra o projeto “Sou Príncipes do Samba o ano todo”, que busca manter viva a cultura do samba para além do período carnavalesco, ampliando o acesso e a valorização dessa manifestação cultural em Joinville. Atual campeã do carnaval 2026, com o enredo “Baobá, a Árvore Sagrada: Morada do tempo, saberes, memórias e resistência”, a escola chega aos 40 anos reafirmando seu papel como símbolo de tradição e identidade cultural. Mais do que uma festa, o evento se posiciona como um encontro entre passado e presente, reunindo diferentes gerações em torno de uma história construída com música, resistência e pertencimento.

Harmonia Lyra ganha nova iluminação e reforça valorização do patrimônio histórico no Centro de Joinville

A região central de Joinville passou a contar com um novo destaque visual durante a noite. A fachada da Sociedade Harmonia Lyra recebeu um projeto de iluminação cênica, inaugurado no último sábado (21), que realça os elementos arquitetônicos de um dos edifícios mais simbólicos da cidade. A intervenção integra a Parceria Público-Privada (PPP) da iluminação pública, firmada entre a Prefeitura de Joinville e a concessionária responsável pelo serviço no município. A proposta é ampliar a valorização de espaços históricos por meio de soluções modernas de iluminação. Com tecnologia em LED, o projeto foi desenvolvido para evidenciar detalhes da construção, como colunas, janelas e ornamentos. O sistema inclui projetores direcionados, iluminação linear para destacar o contorno do prédio e luminárias adaptadas às características originais da estrutura, respeitando o tombamento histórico do imóvel. Reconhecida como patrimônio cultural, a Harmonia Lyra passa a assumir também um papel de destaque no cenário noturno da cidade. A nova iluminação contribui para reforçar o valor histórico do edifício, além de ampliar a percepção de segurança e incentivar a circulação de pessoas na região. A ação faz parte do projeto “Um presente para Joinville”, criado em celebração aos 175 anos do município, e acompanha mais uma etapa do processo de restauração do imóvel. A iniciativa não se limita à Harmonia Lyra. O contrato de concessão prevê a implementação de iluminação cênica em outros pontos relevantes da cidade. Um dos primeiros espaços contemplados foi o Palacete Schlemm, que já recebeu o novo sistema no início da operação da PPP, em novembro de 2025. Ao longo da concessão, locais como a Rua das Palmeiras, o Pórtico da Rua XV de Novembro, museus e o Centreventos Cau Hansen também devem ser contemplados. A proposta é resgatar e evidenciar a riqueza arquitetônica desses espaços, fortalecendo a relação da cidade com seu patrimônio histórico e cultural.

Pessoas físicas e jurídicas podem doar parte do Imposto de Renda para projetos sociais desenvolvidos em Joinville

Começou nesta segunda-feira (23/3) o período para pessoas físicas e jurídicas realizarem a declaração do Imposto de Renda (IR). Em Joinville, os contribuintes podem destinar parte do imposto devido para projetos sociais em diferentes áreas, mantendo os recursos no próprio município. Na prática, a doação é deduzida do imposto a pagar, permitindo que o recurso que antes seria destinado à União seja utilizado em ações na cidade. “Não se trata de pagar mais imposto, mas de direcionar parte do valor devido para projetos que geram impacto social no próprio município”, explica William Escher, secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação. Além de doar para o Fundo para a Infância e Adolescência e o Fundo da Pessoa Idosa, há outras possibilidades de destinação, ao longo do ano, para projetos de incentivo à cultura, audiovisual, reciclagem e esporte, além do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD). Durante todo o ano, O Farol, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação, promove ações para incentivar a destinação do IR para projetos que ocorrem em Joinville e estão aptos a receber doações. “Em Joinville, o programa O Farol reúne justamente projetos sociais, culturais e esportivos aptos a captar recursos por mecanismos de incentivo, o que amplia muito o leque para empresas e contribuintes que desejam manter esse investimento na cidade”, aponta William. No site da Prefeitura de Joinville, há uma página que informa como e para quem destinar parte dos seus impostos (link.joinville.sc.gov.br/DestinarImpostos). “O trabalho do O Farol não se limita ao período da declaração, mas nessa janela a mobilização ganha mais tração. Além da disponibilização permanente dos projetos no portal da Prefeitura, há e-books dos projetos, workshops, oficinas e o evento Luzes do Farol, para conectar proponentes, empresas e pessoas interessadas em destinar recursos”, informa William. Destinação do imposto para projetos cresce em Joinville A destinação do Imposto de Renda para projetos de fundos municipais vem crescendo nos últimos anos. Em Joinville, houve aumento de R$ 702 mil em 2023 (563 doações) para R$ 780 mil em 2024 (738 doações) e R$ 1,5 milhão em 2025 (1.511 doações), praticamente dobrando o volume. “Apesar desse crescimento, o ponto mais relevante é outro: ainda utilizamos menos de 3% do potencial de destinação (1,75% em 2023, 1,64% em 2024 e 2,91% em 2025). Isso significa que mais de 97% desses recursos ainda não ficam na cidade e seguem para a União”, aponta Escher. Como doar para o FIA e FMDI A opção pela destinação de parte dos valores devidos para projetos sociais do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA) e Fundo da Pessoa Idosa (FMDI) deve ser feita no ato da declaração do Imposto de Renda, cujo prazo, neste ano, termina no dia 29 de maio. Podem doar parte do Imposto de Renda devido pessoas físicas e jurídicas que optam pelo modelo completo da declaração. As pessoas jurídicas devem ser tributadas pelo lucro real e podem destinar até 1% do IR devido no decorrer do ano-calendário da declaração. Já as pessoas físicas podem doar qualquer valor, até o limite de 6% sobre o imposto devido, da seguinte forma: 6% dentro do ano-calendário ou 3% no ato da declaração anual. Vale destacar que o próprio sistema de entrega da declaração vai calcular e gerar a Guia Darf para o pagamento da doação. Os contribuintes que desejarem doar para o FMDI devem acessar o programa de Imposto de Renda da Receita Federal e fazer todo o processo por ele. Já quem quiser destinar parte do seu IR para o FIA tem duas modalidades de doação. A primeira é a modalidade Financiamento Direto. Nesse caso, o processo também é feito pelo programa de Imposto de Renda da Receita Federal. O valor é destinado diretamente ao Fundo, que faz o repasse para as instituições que tiveram seus projetos aprovados no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Na modalidade Chancela, o destinador pode escolher o projeto de sua preferência e fazer o repasse diretamente para a instituição, via depósito bancário. Vale destacar que os projetos apresentados nessa opção já foram aprovados pelo CMDCA e a instituição proponente tem prazo de dois anos para captar os recursos. O passo a passo sobre como fazer a doação de parte do Imposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas, bem como a relação dos projetos do FIA da modalidade Chancela, estão disponíveis no site da Prefeitura de Joinville (http://link.joinville.sc.gov.br/DoarFMDI e http://link.joinville.sc.gov.br/DoarFIA).

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