Aumento de salários no alto escalão vira alvo do Ministério Público

O Ministério Público de Santa Catarina notificou a Prefeitura de Joinville para que revise o reajuste de 37% concedido ao alto escalão do governo municipal. A comunicação ocorre em meio às discussões sobre o orçamento da cidade e ao debate sobre o futuro do Hospital Municipal São José. Nos últimos dias, uma audiência pública tratou da possível estadualização do hospital. Durante o encontro, representantes da Secretaria da Saúde, vereadores e servidores apresentaram dados sobre os custos da unidade, que demanda investimento anual próximo de 350 milhões de reais. O impacto financeiro da Reforma Administrativa aprovada neste ano também foi mencionado. De acordo com entidades que participaram do debate, a reestruturação deve representar cerca de 100 milhões de reais por ano, principalmente devido ao aumento de cargos de chefia e funções comissionadas. Com a notificação do Ministério Público, o município deve enviar informações e esclarecimentos sobre o reajuste ao órgão de fiscalização. O caso segue em análise.

O raro momento em que mulheres presidiram a Câmara de Joinville

A história política de Joinville carrega um dado revelador sobre a presença feminina nos espaços de poder. Desde sua fundação, a Câmara de Vereadores teve apenas duas mulheres na presidência, ambas em caráter interino. Nenhuma foi eleita para comandar o Legislativo municipal em um mandato completo. A primeira foi a professora Teresa Campregher Moreira, no início dos anos 1990. Como vice-presidente da Mesa Diretora, ela assumiu o posto quando o então presidente precisou acumular temporariamente o comando do Executivo. Seu período à frente da Casa foi breve, mas histórico: marcou a primeira vez que uma mulher liderou o Legislativo de Joinville. FOTO: Ebnder Gonçalves 06/10/1992 e A Notícia Mais de três décadas se passaram até que outra mulher ocupasse a cadeira principal. Em 29 de outubro de 2025, a vereadora Tânia Larson tomou posse como presidente interina, após Diego Machado deixar o cargo para assumir a Prefeitura de forma temporária. Assim como Teresa, Tânia chegou à presidência por determinação regimental, não por eleição. Duas mulheres. Duas passagens rápidas. Nenhuma eleita. Em uma cidade do porte de Joinville, nenhuma mulher jamais presidiu a Câmara por um mandato regular. O comando do Legislativo sempre esteve nas mãos de homens. As exceções ocorreram apenas em momentos de substituição, como peças que se movem para preencher um vazio temporário. As presenças de Teresa e Tânia, ainda que breves, abrem espaço para uma reflexão necessária sobre representatividade e avanço institucional. Elas simbolizam passos isolados em um cenário onde a liderança feminina ainda não conquistou o espaço que merece. A questão que fica não é sobre o tempo que separa essas duas histórias. É sobre a história que ainda está sendo escrita. Quando Joinville verá uma mulher presidir a Câmara por escolha, e não apenas por circunstância?

Joinville amanhece alagada após 100 mm de chuva em 24 horas

Joinville registrou 100 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, volume suficiente para provocar alagamentos em diferentes pontos da cidade e interromper a rotina de moradores da Zona Sul. Itaum e Paranaguamirim foram os bairros mais afetados, com ruas submersas e famílias ilhadas durante a manhã desta segunda-feira (24). Por causa dos alagamentos, a Prefeitura suspendeu as aulas na Escola Municipal Professora Ada Sant’Anna da Silveira e no Centro de Educação Infantil Pão de Mel, ambos no Paranaguamirim. Equipes da Secretaria de Educação orientam as famílias sobre o funcionamento das unidades localizadas na região mais atingida. Até o momento, a Defesa Civil registrou apenas uma ocorrência relacionada à chuva: a queda de um muro no bairro América. Ninguém ficou ferido. A previsão indica que a chuva deve continuar nas próximas horas, o que pode causar novos pontos de alagamento em outras regiões da cidade. A recomendação é evitar trafegar por áreas alagadas, especialmente em pontes e pontilhões submersos. A Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e os Bombeiros Voluntários pelo 193. Orientações da Defesa Civil – Procure abrigo seguro durante a chuva forte– Evite transitar por ruas, pontes e áreas alagadas– Em regiões de morros, fique atento a sinais de deslizamento como rachaduras, inclinação de postes, árvores ou muros, além de água barrenta descendo das encostas

Joinvilense Sarah Posenatto, de 10 anos, conquista título mundial em Abu Dhabi

Sarah Posenatto, joinvilense de apenas 10 anos, viveu o momento mais importante da carreira ao conquistar o título mundial no Abu Dhabi World Professional Jiu-Jitsu Championship. A competição, realizada em novembro, é considerada uma das mais prestigiadas do circuito internacional e reúne atletas de alto rendimento de diversas nacionalidades. Na categoria Infantil Leve, faixa amarela, Sarah se destacou entre adversárias experientes e confirmou o talento que vem construindo desde muito cedo. A relação de Sarah com o jiu-jitsu começou aos 6 anos, quando acompanhava o irmão mais velho em um treino e pediu para experimentar a aula por pura curiosidade. A experiência inicial rapidamente se transformou em rotina e, com o passar dos meses, em uma verdadeira paixão. Hoje, 4 anos depois da primeira queda no tatame, a atleta lidera o ranking mundial da sua categoria tanto nas competições com kimono quanto nas disputas sem kimono, um feito pouco comum para crianças de sua idade. Antes do título mundial em Abu Dhabi, Sarah já carregava um currículo que impressiona até atletas mais velhos. São mais de 70 medalhas conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais, incluindo triunfos emblemáticos como o Pan-Americano, o Brasileiro ADCC e o Campeonato Brasileiro No-Gi. Além do jiu-jitsu, ela se dedica ao Muay Thai e ao Kickboxing, modalidades nas quais também alcançou resultados expressivos, como o título brasileiro de kickboxing, e já avançou para a faixa amarela nas duas artes. A viagem aos Emirados Árabes marcou não apenas um capítulo importante da carreira, mas também um momento especial para toda a família. Foram 30 dias longe de casa, conciliando treinos intensos, preparação física e a rotina escolar. O esforço coletivo envolveu organização, apoio e renúncias, e permitiu que Sarah chegasse ao Mundial em sua melhor forma. A atleta descreveu a experiência como transformadora, afirmando que percebeu ali o valor de cada hora de treino, cada queda e cada correção. Durante as disputas em Abu Dhabi, Sarah demonstrou técnica precisa, leitura rápida de combate e maturidade acima da média para a idade. As lutas foram equilibradas, marcadas por momentos de tensão e superação. Para ela, o momento mais especial foi a sensação de entrar no tatame consciente de que todo o esforço havia valido a pena, um sentimento que traduz a intensidade de sua preparação. O apoio familiar foi decisivo em toda a trajetória. O pai, Daniel Posenatto, acompanha de perto cada etapa da carreira da filha. Ele explica que a dedicação da família é diária e envolve decisões importantes. Daniel deixou o trabalho como gestor de uma multinacional após 15 anos de atuação para conseguir acompanhar a rotina de treinos, viagens e competições. Segundo ele, o maior desafio enfrentado por atletas infantis de alto rendimento não é apenas técnico, mas financeiro. Cada deslocamento exige que um responsável viaje junto, o que praticamente dobra os custos. Mesmo diante dessas dificuldades, a alegria de ver Sarah evoluindo e competindo de forma leve e saudável é, segundo ele, a maior recompensa. A atleta treina pela equipe Genesis Academy, responsável por sua preparação técnica. A família comenta que a rotina de Sarah deve seguir evoluindo nos próximos anos conforme ela avança nas competições e amplia sua experiência no esporte. O equilíbrio entre treino, escola e o suporte familiar continua sendo essencial para que ela se desenvolva de forma saudável. Com o título mundial, os planos da jovem se ampliam. Sarah deseja seguir competindo em alto nível, conquistar novos mundiais e inspirar outras crianças a persistirem no esporte. Ela afirma que o jiu-jitsu lhe ensinou disciplina, autoestima e a capacidade de construir amizades e memórias ao longo do caminho. Sua trajetória revela não apenas talento, mas também dedicação e maturidade em uma idade cheia de descobertas. A vitória em Abu Dhabi consolida Sarah como uma das maiores promessas do jiu-jitsu infantil brasileiro. Sua história reforça o potencial esportivo de Joinville e abre caminho para que outras crianças se inspirem a transformar curiosidade em talento, e talento em conquistas.

Queda das tarifas nos EUA impulsiona expectativas para empresas de Joinville

A decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir tarifas sobre produtos brasileiros repercutiu rapidamente em Joinville. A medida anunciada por Donald Trump afeta setores que dependem do mercado norte americano e reacende a expectativa de retomada das exportações da cidade, que vinha registrando queda nos últimos meses. Joinville é uma das cidades brasileiras mais expostas ao tarifaço aplicado pelos EUA. Empresas locais com atuação internacional sentiram impacto direto da oscilação dos pedidos americanos. A Schulz, que possui operação própria nos Estados Unidos, acompanha de perto o movimento, já que mudanças tarifárias influenciam competitividade, custos e volume de compras no exterior. A Tupy, um dos maiores nomes da indústria metalmecânica, também depende do mercado norte americano para parte relevante de suas exportações. A redução das tarifas pode favorecer a reorganização de contratos e a recuperação de encomendas que haviam sido reduzidas no período de maior pressão tarifária. O Metal Group, que mira expandir sua presença internacional, vê no novo cenário uma oportunidade de fortalecer suas vendas externas. A Ciser, referência nacional em fixadores e presente em diversos mercados, também tende a se beneficiar de um ambiente internacional mais estável para negociação e planejamento. Nos últimos meses, a queda das exportações para os Estados Unidos pressionou a indústria local e contribuiu para desaceleração na geração de empregos. A reversão parcial das tarifas traz alívio, mas não elimina totalmente os riscos, já que alguns setores de Santa Catarina seguem fora da lista de isenções. Ainda assim, o movimento dos EUA abre espaço para que empresas joinvilenses retomem ritmo, renegociem contratos e ajustem suas estratégias comerciais. O comportamento das exportações no início de 2026 será decisivo para medir o impacto real da mudança. Joinville mostra mais uma vez que as decisões tomadas no cenário internacional atravessam fronteiras e chegam rapidamente à rotina econômica da cidade.

Santa Catarina enfrenta a pichação antes que se torne o caos das grandes cidades

Santa Catarina vive um momento que poucas regiões do Brasil ainda conseguem experimentar. O estado identificou que a pichação, quando ignorada, cresce de forma descontrolada e se transforma em crise urbana. Cidades gigantes já convivem com esse cenário há anos e, para muitas delas, a reversão parece distante. Em Santa Catarina, a realidade ainda é diferente e essa diferença está sendo usada a favor do futuro urbano do estado. Joinville, Blumenau e Florianópolis não são cidades pequenas, mas também não atingem o porte das metrópoles onde a pichação já se tornou parte permanente da paisagem. Essa escala mais equilibrada permite ação rápida, controle territorial e uma resposta eficaz antes que o problema chegue ao ponto sem retorno. O estado está aproveitando essa vantagem e transformando ela em estratégia. Nos últimos meses, cidades catarinenses intensificaram mutirões, limpezas, denúncias comunitárias e fiscalização das guardas municipais. Joinville se destacou com mobilização de moradores e ações que impedem a pichação de se espalhar. Blumenau endureceu multas e punições para manter o problema sob controle. Florianópolis acelerou a limpeza em áreas que poderiam se tornar focos de vandalismo. Quando cidades agem antes da crise, o estado inteiro se beneficia. A pichação não parece um problema urgente até o momento em que ela domina muros, prédios, pontes e espaços públicos. Santa Catarina entendeu essa dinâmica e decidiu agir enquanto ainda há controle geográfico e social. Em vez de reagir ao caos, o estado está impedindo que ele comece. Isso abre um caminho raro no Brasil. Santa Catarina pode se tornar o primeiro estado do país a ter cidades grandes, densas e economicamente ativas convivendo com um padrão urbano sem pichação. É uma visão de futuro que contrasta com a realidade de metrópoles onde a pichação se tornou parte inevitável do ambiente.

Quem pode ser o próximo prefeito de Joinville

A sucessão de Adriano Silva começa a movimentar bastidores políticos e empresariais em Joinville. Embora ainda distante, a eleição municipal de 2028 já desperta articulações internas nos partidos e projeções sobre quem poderá liderar a maior cidade de Santa Catarina a partir de 2029. A força eleitoral do atual prefeito, reeleito com ampla vantagem, faz dele o principal influenciador do processo, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos perfis dentro e fora da política tradicional. Quatro nomes surgem hoje como os mais comentados na esfera local. O primeiro é Rejane Gambin, vice-prefeita e figura mais próxima de Adriano Silva. Rejane consolidou ligação sólida com entidades empresariais e acompanha de perto a gestão desde 2021. Seu nome é visto como a opção natural do grupo do atual prefeito, especialmente se alcançar desempenho expressivo na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026. Outro nome forte é o deputado estadual Fernando Krelling, liderança histórica do MDB na cidade. Ele já disputou a prefeitura e mantém presença ativa na Assembleia Legislativa. Krelling surge como possível candidato caso o MDB opte por recuperar protagonismo em Joinville depois das próximas eleições estaduais. Rodrigo Coelho também aparece entre os cotados. Ex-vereador, ex-deputado federal e figura de alta capilaridade eleitoral, retornou recentemente ao MDB e trabalha para reconstruir espaço dentro do partido. Uma boa votação em 2026 pode reposicioná-lo entre as principais alternativas para disputar a prefeitura, ampliando seu peso nas negociações locais. O quarto nome é Diego Machado, presidente da Câmara de Vereadores. Nos últimos meses, Diego ganhou visibilidade ao assumir interinamente a prefeitura e ao aproximar-se das lideranças estaduais do PSD. O partido avalia aumentar seu protagonismo em Joinville e a candidatura dele é tratada como possibilidade real, dependendo do desempenho da sigla nas próximas eleições.

Bebidas Joinville celebra 40 anos de História e Tradição

A Bebidas Joinville comemorou em setembro os 40 anos de sua fundação e se consolidou como uma das empresas mais tradicionais do setor em Santa Catarina. Criada em 1985 a partir de um pequeno negócio familiar, a marca construiu sua identidade em torno do Maracujá Joinville, batida alcoólica que atravessou gerações e se transformou em símbolo cultural da cidade.   Conhecido carinhosamente como “maraca”, o aperitivo de maracujá marcou presença em bares, festas e encontros familiares, tornando-se parte da rotina de consumidores de diferentes idades. Ao longo do tempo, a empresa diversificou o portfólio, atendendo supermercados, distribuidores e restaurantes em todo o estado, mas sem abrir mão do cuidado que garantiu o sucesso do produto original. “São 40 anos de muito trabalho, desafios e conquistas. Esse aniversário é motivo de orgulho para todos nós e de gratidão aos nossos clientes, parceiros e colaboradores, que fazem parte dessa trajetória”, afirma o diretor Humberto Machado.   A gestão segue nas mãos da família fundadora, o que ajuda a preservar os valores originais e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas ideias em sabores e embalagens. Essa combinação de tradição e inovação mantém a relevância da marca e reforça o vínculo afetivo com os consumidores.   A comemoração de aniversário incluiu um evento para colaboradores e clientes, onde a empresa reforçou seu compromisso de continuar crescendo sem perder a essência que acompanha o “maraca” desde 1985.

De Joinville para o mundo: a trajetória de Ícaro Lermen no fisiculturismo natural

Disciplina, técnica e propósito fizeram do jovem de 23 anos um dos maiores nomes do fisiculturismo natural do Brasil. A história de Ícaro Lermen começou cedo. Incentivado pela mãe, professora de circo, ele cresceu entre tecidos e trapézios, mas também passou por esportes coletivos como vôlei, basquete e principalmente futebol. Chegou a defender o Joinville Esporte Clube nas categorias de base, até que uma lesão no joelho, aos 14 anos, mudou seu destino. Nesse mesmo período, tomou a decisão de adotar o vegetarianismo, filosofia que carrega até hoje. A recuperação o aproximou da musculação. O treino virou paixão, substituiu os outros esportes e, aos 17 anos, já era prioridade. Formou-se em Educação Física pelo Bom Jesus/Ielusc, uma das instituições mais tradicionais de Joinville, consolidando a base acadêmica que sustenta sua carreira de atleta e treinador. Em 2021, Ícaro se aventurou pela primeira vez em um campeonato de fisiculturismo, ainda sem federação natural no Brasil. Pela IFBB-SC, venceu a categoria Júnior competindo contra atletas harmonizados. No ano seguinte, fez história no primeiro campeonato brasileiro de naturais (INBA), em São Paulo. Foram quatro títulos e três Overalls, carimbando vaga para o Natural Olympia em Las Vegas. A temporada de 2022 marcou também vitórias em Cascavel, no Arnold South America e no Eduardo Corrêa Classic, consolidando seu nome no cenário. Em novembro, estreou no Natural Olympia, conquistando dois Top 2 e um Top 3. O desempenho internacional se somou à sua presença digital. Entre 2021 e 2022, Ícaro saltou de 10 mil para mais de 180 mil seguidores. Hoje, soma mais de 800 mil no Instagram, transformando-se em um atleta-influenciador. Ao mesmo tempo, deu um passo além do palco e fundou o Team Ícaro, equipe voltada ao fisiculturismo natural e também ao público interessado em saúde e qualidade de vida. São 28 profissionais entre treinadores, especialistas em reabilitação e psicologia, que juntos já somam mais de 160 títulos com atletas no Brasil e no exterior. “Nosso objetivo é multiplicar talentos. Como atleta eu potencializo um; como treinador, eu potencializo muitos”, resume Ícaro. Em 2024, o joinvilense viajou aos Estados Unidos e conquistou o Pro Card da WNBF Bodybuilding, após vitórias em Nova Jersey e Augusta, na Geórgia. Foi apontado como o mais jovem brasileiro a atingir essa marca na federação. Ainda em 2024, competiu no powerlifting catarinense e levou seis medalhas de ouro, com marcas que impressionaram: 250 kg no agachamento, 160 kg no supino e 287,5 kg no levantamento terra. Em maio de 2025, Joinville sediou pela primeira vez um campeonato oficial de fisiculturismo natural, promovido pela INBA. Ícaro levou atletas do seu time e foi eleito Top Coach do evento, reforçando seu protagonismo e o papel da cidade no cenário nacional da modalidade. Apesar da agenda cheia, Ícaro segue vivendo em Joinville. Seu time já revelou nomes locais como (confirmar nomes), que começam a despontar no cenário natural. Levar o nome da cidade em palcos internacionais faz parte do seu propósito: “Quero que Joinville seja lembrada como referência no fisiculturismo natural.” Vegetariano por convicção, Ícaro mostra que não é preciso carne para alcançar resultados de elite. Sua filosofia se resume a um lema:“Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje.” E deixa um recado aos jovens esportistas da cidade: “Ter metas claras e planejamento evita remar contra a maré. A vida é uma escada: suba um degrau de cada vez, mas nunca pare de subir.” Mais do que títulos, Ícaro Lermen constrói legado. Sua trajetória inspira jovens de Joinville e de todo o Brasil a acreditarem que dedicação, técnica e propósito são capazes de abrir caminhos e transformar sonhos em conquistas.

Jovem de Joinville conquista múltiplos pódios em sua primeira temporada no fisiculturismo

Estudante de fisioterapia e atleta júnior, Caio Sabino venceu três categorias em campeonatos nacionais. Sua trajetória une resiliência, autoconfiança, disciplina e apoio familiar Com apenas 21 anos, o joinvilense Caio Sabino se destacou em sua primeira temporada no fisiculturismo, conquistando três títulos de primeiro lugar em competições nacionais. Estudante do 3º período de Fisioterapia na ACE, Caio divide o tempo entre estudos, trabalho e uma rotina de treinos rigorosa, que o levou ao topo do pódio em estreias pela Federação NPC (National Physique Committee). No último mês de Julho, foram três Top 1, além de outras classificações expressivas como Top 2, Top 4 e Top 5, e em diferentes categorias, campeonato realizado em Camboriú/SC. Ainda no mesmo mês, conquistou o título nacional na modalidade Classic Physique Júnior, no evento Musclecontest Brasil 2025 (Curitiba/PR), que reuniu competidores de todo Brasil. Um grande feito para um atleta iniciante em campeonatos.A preparação para essas competições foi marcada por disciplina e um acompanhamento técnico extremamente estruturado e rígido. A trajetória de Caio no esporte começou pela busca de uma vida mais saudável e equilibrada. A academia se tornou um espaço de conquistas pessoais como equilíbrio emocional e, com o tempo, evoluiu para uma paixão pelo esporte e objetivos profissionais futuros casado pela sua escolha e formação em fisioterapia.Após quatro anos de treino, veio a decisão de competir. Segundo o próprio atleta, o maior desafio não foi físico, mas mental. Lidar com a pressão, a ansiedade e as restrições exigidas pela preparação se tornaram parte fundamental do processo. Ele foi orientado por dois profissionais experientes na área: Gabriel Parker, de Brusque, e Demilton Filho, de Minas Gerais. Gabriel acompanhou Caio nas competições em Balneário Camboriú e Curitiba e destaca não apenas o desempenho, mas o caráter do atleta. “O trabalho com o Caio foi sensacional. Ele é disciplinado, focado e, acima de tudo, uma pessoa muito boa. Criamos uma amizade além do profissional. Viajamos juntos e voltamos com troféus importantes.” Já o treinador Demilton conta que a decisão de competir foi uma consequência natural do progresso de Caio. “Quando começamos o trabalho, a competição não era o foco. Ele é um jovem disciplinado e com muita consistência. A evolução foi tão significativa que decidimos juntos testar essa experiência em um campeonato.No Eduardo Corrêa Classic, ele subiu pela primeira vez e venceu. Foi quando entendemos o potencial real que ele tinha.” Após a vitória em Balneário Camboriú, veio a participação no Muscle Contest Brasil, em Curitiba, um dos campeonatos mais fortes do país. “Ali, ele subiu ao lado dos melhores atletas juniores do Brasil e venceu de novo. Decidimos então encerrar a temporada para preservar a saúde e focar na evolução física para futuras competições”, explica Demilton. Segundo o treinador, o trabalho com Caio foi um dos mais tranquilos e com resultados mais rápidos. “Ele é o tipo de atleta que a gente chama de ‘robô’. Faz o que precisa sem questionar, com foco absoluto. Foi uma das preparações mais fáceis que já tive.”Ao lado do suporte técnico, Caio contou com o apoio de sua família e também de sua namorada Isadora, que o acompanha em seus desafios diários. “A preparação mexe com tudo: fome, cansaço, pressão. Eu vibrava por ele como se fosse comigo. A sensação era de que estávamos no palco juntos”, compartilha. Agora, após os primeiros resultados expressivos, Caio pretende fazer uma pausa estratégica nas competições para se preparar com mais estrutura “A meta é subir de nível e buscar títulos maiores e representar Joinville inclusive em competições internacionais.” reforça o atleta. O atleta possui patrocínio da Avantti Tecnologia (www.avantti-br.com.br) e da @cookies_culturebr e busca novas parcerias, também iniciou seu posicionamento como influenciador digital, buscando mais visibilidade para o esporte e para sua trajetória profissional – instagram @ocaiophysique.Foto“Nem sempre o ideal é focar só no resultado. Às vezes, o mais importante é aproveitar o processo. A disciplina que o esporte exige pode ser levada para qualquer área da vida. E quando você faz não só por você, mas pelas pessoas ao seu redor, tudo ganha mais sentido”, conclui.

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