A sucessão de Adriano Silva começa a movimentar bastidores políticos e empresariais em Joinville. Embora ainda distante, a eleição municipal de 2028 já desperta articulações internas nos partidos e projeções sobre quem poderá liderar a maior cidade de Santa Catarina a partir de 2029. A força eleitoral do atual prefeito, reeleito com ampla vantagem, faz dele o principal influenciador do processo, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos perfis dentro e fora da política tradicional.
Quatro nomes surgem hoje como os mais comentados na esfera local. O primeiro é Rejane Gambin, vice-prefeita e figura mais próxima de Adriano Silva. Rejane consolidou ligação sólida com entidades empresariais e acompanha de perto a gestão desde 2021. Seu nome é visto como a opção natural do grupo do atual prefeito, especialmente se alcançar desempenho expressivo na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026.
Outro nome forte é o deputado estadual Fernando Krelling, liderança histórica do MDB na cidade. Ele já disputou a prefeitura e mantém presença ativa na Assembleia Legislativa. Krelling surge como possível candidato caso o MDB opte por recuperar protagonismo em Joinville depois das próximas eleições estaduais.
Rodrigo Coelho também aparece entre os cotados. Ex-vereador, ex-deputado federal e figura de alta capilaridade eleitoral, retornou recentemente ao MDB e trabalha para reconstruir espaço dentro do partido. Uma boa votação em 2026 pode reposicioná-lo entre as principais alternativas para disputar a prefeitura, ampliando seu peso nas negociações locais.
O quarto nome é Diego Machado, presidente da Câmara de Vereadores. Nos últimos meses, Diego ganhou visibilidade ao assumir interinamente a prefeitura e ao aproximar-se das lideranças estaduais do PSD. O partido avalia aumentar seu protagonismo em Joinville e a candidatura dele é tratada como possibilidade real, dependendo do desempenho da sigla nas próximas eleições.